A China divulgou o documento orientador do 15.º Plano Quinquenal para o desenvolvimento económico e social nacional. Este plano traça um roteiro para o desenvolvimento de alta qualidade do país na próxima meia década e envia um sinal claro do compromisso da China com a contínua abertura e o crescimento coordenado.
Nos próximos cinco anos, a China construirá um sistema industrial moderno, tendo a indústria transformadora avançada como pilar. Através da modernização das indústrias tradicionais, do fomento de indústrias emergentes e do desenvolvimento de indústrias do futuro, tomará forma uma estrutura de desenvolvimento faseada. Indústrias tradicionais como as do aço, petroquímica e têxtil verão as suas bases consolidadas através da modernização tecnológica e da transição ecológica; indústrias emergentes, como as de veículos de novas energias e novos materiais avançados, expandirão ainda mais a sua vantagem competitiva a nível internacional; e indústrias do futuro, incluindo inteligência artificial (IA), informação quântica e biofabrico, serão desenvolvidas a um ritmo acelerado. Estes três eixos complementar-se-ão mutuamente, elevando o sistema industrial a novos patamares.
“As indústrias tradicionais constituem a base; as indústrias emergentes assumem o papel de pilares estratégicos; e as indústrias do futuro têm a missão de alcançar avanços de vanguarda”, afirmou Zhang Linshan, investigador da Academia do Instituto de Pesquisa Macroeconómica da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.
A China está a acelerar a sua transformação digital, avançando em direção a uma China Digital mais inteligente. Com a maior infraestrutura de rede do mundo já implementada, os setores centrais da economia digital representam mais de 10,5% do PIB. O país implementará plenamente a iniciativa “IA+”, promovendo a aplicação em larga escala da inteligência artificial e a sua integração sistemática, com impacto em setores-chave como a saúde e a mobilidade, e remodelando os modelos de produção e de vida quotidiana.
A China está a desbloquear os dividendos do seu vasto mercado. Tirando partido da sua dimensão, o país acelerará a sua afirmação como mercado global. Enquanto vantagem fundamental para atrair corporações multinacionais, o mercado chinês oferece economias de escala, expansão contínua, melhoria da qualidade e fluidez na circulação económica. Novas tecnologias e produtos podem ser rapidamente testados e desenvolvidos neste contexto, permitindo igualmente a rápida amortização dos custos de investigação e desenvolvimento.
O desenvolvimento ecológico constitui uma prioridade central. A China planeia reduzir as suas emissões de dióxido de carbono por unidade do PIB em 17% nos próximos cinco anos. Para tal, implementará um sistema de controlo duplo, abrangendo tanto o volume total como a intensidade das emissões, promoverá o desenvolvimento de energias limpas, incentivará a redução das emissões industriais e reforçará a eficiência energética na produção e na vida quotidiana.
Nos próximos cinco anos, a China expandirá de forma proativa a sua abertura. O país aumentará as importações de bens estrangeiros de alta qualidade, alargará o acesso ao mercado — em particular no setor dos serviços — e criará mais oportunidades de emprego através da cooperação e dos intercâmbios internacionais. Estes esforços permitirão que as oportunidades de desenvolvimento da China beneficiem de forma mais ampla o resto do mundo.
A China planeia implementar 109 projetos de grande envergadura durante o período do 15.º Plano Quinquenal. Estes incluem tanto investimentos em infraestruturas físicas para indústrias do futuro, como centros de supercomputação de IA e internet por satélite, como melhorias em áreas essenciais para o bem-estar da população, nomeadamente educação, saúde e cuidados a idosos. O objetivo é reforçar o sentido de realização e o bem-estar geral da população.
No domínio da segurança alimentar e energética, a China dará prioridade ao desenvolvimento de uma agricultura tecnológica, ecológica, de alta qualidade e orientada para a marca, com o objetivo de elevar a capacidade global de produção de cereais para cerca de 725 mil milhões de quilogramas. Paralelamente, reforçará a capacidade de fornecimento de energia não fóssil, promoverá as energias renováveis como principal componente da capacidade instalada de energia elétrica e aumentará a capacidade global de produção energética para 5,8 mil milhões de toneladas de carvão equivalente.
Além disso, a China impulsionará setores estratégicos como o aeroespacial, energia, finanças, agricultura e turismo, promovendo melhorias abrangentes na qualidade e na eficiência. A melhoria do bem-estar social será igualmente uma prioridade, incluindo o alargamento da cobertura da segurança social a trabalhadores com emprego flexível, migrantes rurais e novos formatos de emprego; o aumento da média de anos de escolaridade da população em idade ativa para 11,7 anos; a elevação da esperança média de vida para 80 anos; e a construção de mais de 1000 escolas secundárias de elevada qualidade. Prosseguirão também os esforços de modernização das infraestruturas e dos serviços nas zonas rurais, com adaptação às condições locais, visando a criação de comunidades rurais harmoniosas e propícias à vida e ao trabalho.
O desenvolvimento de alta qualidade da China nos próximos cinco anos não só constituirá uma força motriz central para a sua modernização, como também trará novas oportunidades ao desenvolvimento global. A China continuará a aprofundar a cooperação internacional, partilhando os seus dividendos de desenvolvimento com o mundo e contribuindo para o crescimento económico global.

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